Bom, esquecendo todas as minhas críticas, por hora vamos ao trabalho. O dia amanheceu. É hora de ir à escola, encontrar os amigos, zuar bastante e dar boas risadas. Também estudo, mas não muito, vivo sendo mandada para fora da sala, mas também nem me preocupo, meus país não ligam a mínima. Levo uma vida agitada e da maneira que quero.
Era um dia comum, eu estava na diretoria, como de rotina, quando veio um homem da limpeza, gritando, apavorado, pálido, sem palavras, apenas conseguia proferir a palavra morte. Haviam matado a faxineira do primeiro andar, acharam-na num saco plástico preto nos lixos do fundo, descobriram pelo fedo que aquilo estava exalando. Terrível.
Logo chamaram a polícia, revistaram todos da escola, até alunos e diretores, pegaram depoimentos, e nisso tudo a escola ficou em greve. Foi então que chegaram a conclusão, óbvia, de que não havia sido ninguém de lá, e assim foram as palavras da diretora da escola em uma reunião de pais e alunos. No fim, os policiais não conseguiram descobrir quem era.
Por isso tudo que acabei de lhes contar, é que digo que as amizades não dizem quem são as pessoas, ninguém pode dizer, ninguém pode saber, pois no fim ninguém descobriu que havia sido eu a assassina, e até hoje não sabem que já matei quarenta e sete pessoas.