segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"... e eu te direi quem és"

Nunca acreditei na filosofia. Tudo que os filósofos fizeram, foi apenas dizer o óbvio. Aquilo, "Diga-me com quem andas, e eu te direi quem és", é tão óbvio que chega a ser mentira, quem compôs essa oração, apenas teve que se dar ao trabalho de parar e observar por alguns minutos. Acho isso tudo uma grande besteira.
Bom, esquecendo todas as minhas críticas, por hora vamos ao trabalho. O dia amanheceu. É hora de ir à escola, encontrar os amigos, zuar bastante e dar boas risadas. Também estudo, mas não muito, vivo sendo mandada para fora da sala, mas também nem me preocupo, meus país não ligam a mínima. Levo uma vida agitada e da maneira que quero.
Era um dia comum, eu estava na diretoria, como de rotina, quando veio um homem da limpeza, gritando, apavorado, pálido, sem palavras, apenas conseguia proferir a palavra morte. Haviam matado a faxineira do primeiro andar, acharam-na num saco plástico preto nos lixos do fundo, descobriram pelo fedo que aquilo estava exalando. Terrível. 
Logo chamaram a polícia, revistaram todos da escola, até alunos e diretores, pegaram depoimentos, e nisso tudo a escola ficou em greve. Foi então que chegaram a conclusão, óbvia, de que não havia sido ninguém de lá, e assim foram as palavras da diretora da escola em uma reunião de pais e alunos. No fim, os policiais não conseguiram descobrir quem era.
Por isso tudo que acabei de lhes contar, é que digo que as amizades não dizem quem são as pessoas, ninguém pode dizer, ninguém pode saber, pois no fim ninguém descobriu que havia sido eu a assassina, e até hoje não sabem que já matei quarenta e sete pessoas. 


2 comentários:

  1. Ualll! Ótimo conto! Chega a dar medo do personagem no fim hahaha legal que o começo explica o fim hahaha

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